DOENÇAS / TRATAMENTOS

CÂNCER COLORRETAL

São tumores malignos que podem comprometer todo o intestino grosso (cólon) e o reto, atingindo homens e mulheres. É a primeira causa de câncer do aparelho digestivo e a terceira em incidência entre todos os tumores malignos em nosso país.

 

Fatores de risco
Antes dos fatores é importante saber que os tumores do intestino grosso podem ser divididos em dois tipos de casos: os esporádicos e os familiares. Porém, existem doenças associadas que podem aumentar a sua incidência.

 

Fatores de risco esporádicos:
–  Idade acima de 50 anos
–  Dieta com alto teor de gordura
–  Carnes
–  Baixo teor de cálcio
–  Obesidade
–  Sedentarismo
–  Tabagismo

 

Fatores de risco associados à herança familiar:
Neste caso o risco está associado ao histórico familiar de câncer colorretal, de ovário, endométrio ou mama. Algumas condições genéticas são chamadas de Polipose Adenomatosa Familiar e Câncer Colorretal Hereditário sem polipose (HNPCC).

 

Fatores de risco no câncer associado a doenças:
Algumas doenças representam fator de risco no câncer, como as doenças inflamatórias do cólon: a “retocolite ulcerativa” e a “doença de Crohn”, em especial.

 

Sintomas
Infelizmente, são mínimos ou inexistem no início da doença, quando os resultados do tratamento seriam melhores.

 

Os mais importantes são:
– Perda de sangue, que pode ser oculto (se manifestando através de anemia, fraqueza e cansaço) ou visível (sangue vivo ou escuro) percebido ao evacuar ou misturado às fezes.
– Dor abdominal
– Massa abdominal
– Alteração do ritmo intestinal
– Intestino preso
– Diarreia alternada com intestino preso
– Vômitos ou náuseas

 

Como é feito o diagnóstico?
Frente a qualquer um dos sintomas descritos, deve-se procurar o médico. Um especialista pode conduzir o exame proctológico e indicar outros, como a pesquisa de sangue oculto, retossigmoidoscopia ou colonoscopia. Outros exames podem ser orientados, sempre objetivando o diagnóstico precoce de pólipos ou de pequenos tumores.

 

TRATAMENTO
Quando o tumor é inicial ou ainda um pólipo, pode ser retirado através da colonoscopia. Na maioria das vezes, remove-se a parte afetada junto com os gânglios linfáticos (linfonodos).
Alguns tumores de reto, com diagnóstico precoce, podem ser removidos através do ânus. Em outros casos, retira-se parte do reto e preserva o esfíncter anal, eliminando a necessidade de colostomia.
Dependendo do grau de desenvolvimento do tumor, pode ser necessário um tratamento adicional (adjuvante) de quimioterapia ou radioterapia. Em alguns casos, a radioquimioterapia pode ser indicada antes da cirurgia, reduzindo o tamanho do tumor para sua retirada. Em geral, a cirurgia é via abdominal. Em casos selecionados, a videolaparoscopia pode ser indicada. Dependendo do tipo de cirurgia pode ser necessária a colocação de um estoma (colostomia ou ileostomia), temporário ou permanente.

 

Podem ocorrer metástases?
Sim, especialmente em casos avançados. As mais comuns acontecem nos gânglios linfáticos (linfonodos), responsáveis pela drenagem no local do tumor. Podem ocorrer também no fígado, pulmão e cérebro.

Prevenção
O câncer colorretal pode acometer qualquer indivíduo a partir dos 45 anos de idade, independentemente de sinais ou sintomas da doença e mais de 70% dos casos se apresentam sem história familiar desta doença.

A sobrevida depende do estágio da doença, no momento do diagnóstico, sendo 90% se a doença estiver localizada (restrita à parede do intestino), apenas 65% para doença regional (isto é, com envolvimento de linfonodos) e 09% com metástase à distância.

O Câncer colorretal é derivado de um pequeno pólipo benigno (≈ verruga): o adenoma que surge no intestino grosso, a partir dos 40 a 50 anos de idade e cresce lentamente, podendo evoluir para o câncer em um período de 10 anos.

Infelizmente, os adenomas são assintomáticos, em sua maioria. Geralmente, apenas pólipos maiores apresentam sangramento. O câncer colorretal em fase precoce também não produz sinais ou sintomas, sendo mais comuns na doença tardia, dependendo da localização, tamanho do câncer e presença de metástases (invasão de outras estruturas ou órgãos).

Indivíduos com idade maior ou igual a 50 anos são considerados de risco médio e devem iniciar programa de prevenção independente de sinais, sintomas ou ausência de história familiar de câncer colorretal.

 

Como prevenir contra o câncer colorretal?

 

Prevenção primária – Fase que se antecipa ao câncer.

  • Recomenda-se maior ingestão de alimentos ricos em cálcio, fibras

(verduras e frutas frescas) e cereais integrais.

  • Evitar gorduras de origem animal, excesso de carne vermelha, conservantes, defumados, produtos químicos, consumo de álcool e fumo.
  • Praticar atividade física regular, se possível diariamente.
  • Combater a obesidade.

 

Prevenção secundária: Segundo a maioria dos guidelines mundiais, bem como de acordo com a Diretriz da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva, a colonoscopia é o método de escolha para a prevenção secundária do câncer colorretal.

  •  Todos indivíduos com idade maior ou igual a 50 anos são considerados de risco médio e devem iniciar um programa de prevenção do câncer colorretal para detecção e remoção dos pólipos ou detecção do câncer em fase precoce ou seja sem invasão local ou metástase a distância, quando há maior chance de cura.
  •  Pacientes com história familiar de adenoma ou de câncer colo-retal são considerados de alto risco para esta doença e devem iniciar seu programa de prevenção através da colonoscopia, a cada 05 anos, a partir dos 40 anos de idade ou 10 anos abaixo da idade da manifestação do câncer em seu familiar mais jovem. Familiares com mais de um caso de câncer colo-retal podem estar diante de uma doença hereditária, devendo ter seu seguimento diferenciado, já sendo disponível, em alguns casos, diagnóstico através de estudos de genética molecular.

 

A COLONOSCOPIA permite a visualização de todo o intestino grosso e apresenta baixo índice de complicações. Além de permitir a ressecção dos pólipos, pode ser suficiente para ressecção curativa em casos de câncer precoce (se superficial), sem necessidade de cirurgia invasiva.

Através da remoção de pólipos adenomatosos reduz de 76% a 90% a incidência (surgimento de novos casos) do câncer colorretal, prevenindo contra o câncer por período mínimo de seis anos.

 

Diretriz da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (SOBED) sobre Prevenção e Rastreamento do Câncer colorretal da Elaborada por médicos membros da Gastrocenter Vitória-ES.

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